
A história
Em 1898, o editor de jornais William Randolph Hearst comprou dois quadros do pintor acadêmico francês Jean-Léon Gérôme. Um deles mostra o jovem Napoleão a cavalo no deserto egípcio, sozinho diante da Grande Esfinge de Gizé. Gérôme o havia exposto no Salão de Paris de 1886 com o título Édipo, e ele continua aqui, na casa que Hearst construiu mais tarde no alto de uma colina sobre o Pacífico.
O Castelo Hearst é antes de tudo uma casa histórica, mas também abriga uma enorme coleção de arte. De 1919 a 1947, a arquiteta Julia Morgan, a primeira mulher aprovada no exame de licença de arquitetura da Califórnia, trabalhou na obra com Hearst, que dizia querer um museu das melhores coisas que conseguisse obter. A casa principal, Casa Grande, tem duas torres sineiras inspiradas numa igreja espanhola. Lá dentro, pedaços inteiros da velha Europa foram encaixados em paredes novas. O Escritório Gótico fica sob um teto espanhol do século XIV, e a sala de jantar é revestida por um cadeiral de coro espanhol do século XVI. Hearst reuniu ainda uma das grandes coleções particulares de vasos gregos antigos.
Hearst morreu em 1951. Sua empresa doou a propriedade ao estado da Califórnia, que a abriu ao público em junho de 1958. Hoje ela é administrada como monumento histórico estadual, e as visitas passam pela Piscina de Netuno, diante da fachada de um templo em estilo romano, e descem até a Piscina Romana coberta, revestida de pastilhas de vidro azul e dourado.
