
A história
Em agosto de 1945, poucos dias depois da rendição do Japão, Puyi, o último imperador Qing e então governante fantoche de Manchukuo, tentou deixar Shenyang de avião com mais de 120 rolos da antiga coleção imperial. Foi detido no aeroporto, e essas pinturas foram depois para um novo museu da cidade. Muitas outras obras que ele deixara em seu palácio em Changchun foram levadas pelos guardas e se dispersaram, e a busca por elas durou anos.
Esse museu abriu em 7 de julho de 1949, poucos meses antes da proclamação da República Popular, com o nome de Museu do Nordeste. Em 1959 passou a se chamar Museu Provincial de Liaoning e, em 2015, mudou-se do centro da cidade para um grande edifício novo no distrito de Hunnan, em Shenyang. Suas salas abrangem bronzes, cerâmica, bordados, inscrições em pedra e a arqueologia do Nordeste, mas o museu é conhecido sobretudo pela pintura e pela caligrafia chinesas antigas.
O rolo mais famoso é Damas da corte com flores no cabelo, tradicionalmente atribuído a Zhou Fang, pintor de damas do palácio da dinastia Tang, embora os especialistas tratem essa atribuição com cautela. Mostra cinco aristocratas com flores no cabelo, uma criada com um leque, dois cãezinhos e um grou. Puyi o tirara da Cidade Proibida no início da década de 1920, como presente ao irmão. Outro tesouro é Suzhou próspera, concluído em 1759 por Xu Yang, pintor nascido em Suzhou a serviço da corte do imperador Qianlong. Ao longo de cerca de 12 metros, ele segue um percurso das colinas a oeste da cidade, passando por suas portas, até a Colina do Tigre, com cerca de 4.800 figuras e mais de 260 lojas.
