A história
Cambrai passou quatro anos da Primeira Guerra Mundial sob ocupação, e seu museu pagou caro por isso. Mais de 200 obras desapareceram, destruídas por bombardeios ou levadas em saques, e o acervo teve de ser reconstruído nas décadas seguintes. Ele fica no Hôtel de Francqueville, uma mansão urbana construída por volta de 1720, sede do museu desde 1893, ampliada e reaberta em 1994.
A visita atravessa três mundos. O departamento de arqueologia mostra achados merovíngios da região e uma sala dedicada ao estudo de ossos humanos vindos de escavações locais, um acervo raro na França. Uma seção de patrimônio conta a história da cidade por meio de esculturas de sua catedral desaparecida. Desde 2018, as salas de belas-artes se organizam em torno do corpo humano, como modelo, como criador e como espectador, com esculturas de Rodin e Camille Claudel e telas abstratas de Auguste Herbin.
Entre as pinturas está uma Cabeça da Grande Odalisca, repetição feita pelo próprio Ingres do rosto de seu famoso nu, depositada aqui pelo Louvre.
