Museu de Málaga

Museu de Málaga

Málaga, Espanha · Site


A história

No andar de belas-artes do Museu de Málaga, um velho médico sentado junto a uma mesa de dissecação segura na mão o coração da jovem que ali jaz. Enrique Simonet, pintor de Málaga, fez o quadro em 1890, quando era bolsista da Academia da Espanha em Roma. O título oficial é Anatomia do coração, mas a cidade o conhece pelo nome popular, E ela tinha coração.

Por quase vinte anos a pintura não teve onde ficar. O museu de belas-artes de Málaga, aberto em 1916, tinha se mudado em 1961 para o Palácio de Buenavista, e em 1997 o governo regional destinou esse palácio ao novo Museu Picasso. Os quadros foram para a reserva técnica, e logo a coleção de arqueologia, exposta até então na fortaleza moura da Alcazaba, seguiu o mesmo caminho. A partir de 1998 um movimento de cidadãos passou a pedir um prédio específico, a antiga alfândega junto ao porto. O Palácio da Aduana é um edifício neoclássico construído entre 1788 e 1826, e em dezembro de 2016 as duas coleções reabriram ali como um único museu.

A arqueologia ocupa o último andar, com uma seleção entre mais de 15.000 peças. O andar de baixo mostra arte de um acervo de cerca de 2.000 obras, boa parte pintura do século 19 de artistas de Málaga. Ali estão O julgamento de Páris, de Simonet, os enormes Gladiadores depois do combate, de José Moreno Carbonero, e Uma escrava à venda, do sevilhano José Jiménez Aranda, emprestada pelo Prado.

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Acervo

2 obras