
A história
Um quadro do Museu de la Garrotxa tem mais ou menos o tamanho de uma parede, cerca de três metros de altura e quase cinco de largura. Em La Càrrega, A Carga, Ramon Casas, o pintor modernista de Barcelona, mostra um guarda civil a cavalo atropelando um homem caído enquanto uma multidão de operários se dispersa, cena tirada da agitação operária da Catalunha na virada do século. Pintado em 1899, recebeu uma primeira medalha na Exposição Nacional de Belas Artes da Espanha de 1904. Chegou a Olot em 1919 como depósito permanente do museu estatal de arte moderna de Madri, graças a Miquel Blay, o escultor nascido em Olot que fazia parte do conselho daquele museu.
A maior parte do museu conta uma história mais tranquila. Ele ocupa o Hospici, um edifício neoclássico para os pobres da cidade erguido entre 1779 e 1784, e seu núcleo é a Escola de Olot de pintura de paisagem. Os irmãos Joaquim e Marià Vayreda e Josep Berga i Boix a lideraram a partir da segunda metade do século XIX, pintando com liberdade o campo ao redor da cidade, e seus quadros são o coração da exposição. Esculturas do próprio Blay e de Josep Clarà, outro filho de Olot, completam as salas.
