
A história
Na escadaria que sobe ao Grande Salão do Palazzo Colonna, uma bala de canhão continua no lugar onde caiu em 1849. Foi disparada da colina do Janículo pelas tropas francesas do general Oudinot, que sitiavam a breve República Romana, e simplesmente ficou ali.
O salão de cima foi iniciado em 1654 sob o cardeal Girolamo Colonna, continuado por Lorenzo Onofrio Colonna e aberto por volta de 1700. A abóbada pintada, concluída em 1702, celebra um antepassado, Marcantonio Colonna, que comandou as galés papais na Batalha de Lepanto contra a frota otomana em 1571. Espelhos, tapeçarias e móveis dourados enchem as salas vizinhas. Em 1953 o salão apareceu em A Princesa e o Plebeu, como a sala de recepção onde a princesa de Audrey Hepburn encontra a imprensa na cena final.
O palácio ainda pertence à família Colonna, e a galeria abre aos visitantes sobretudo nas manhãs de sábado. Seu quadro mais conhecido é O Comedor de Feijão, de Annibale Carracci, o pintor bolonhês, da década de 1580, um homem diante de uma mesa simples que ergue os olhos no meio da refeição, com a colher levantada. Ali perto está Vênus, Cupido e um Sátiro, de Bronzino, o pintor da corte florentina.

