
Diego Velázquez · PD
Apolo na Forja de Vulcano
Ficha técnica
A história
Velázquez pintou esta cena em Roma, em 1630, durante a primeira das duas viagens que fez à Itália. Era pintor do rei Filipe IV e aproveitou a estadia para estudar de perto os italianos e o nu masculino, que quase não tinha ocasião de pintar na corte espanhola. O assunto é o instante de uma fofoca divina. Apolo, coroado de louro e envolto em luz, acaba de chegar à oficina de Vulcano, o deus ferreiro, para lhe contar que sua mulher, Vênus, o traía com Marte. Vulcano para o martelo, e os ajudantes ao redor congelam de boca entreaberta, cada rosto com uma reação diferente à notícia. A luz entra pela esquerda junto com Apolo e recorta os corpos suados diante da bigorna. Foi nessa viagem que Velázquez viu de perto Ticiano e os venezianos, e voltou a Madri com a pincelada mais solta e clara que teria pelo resto da vida.




