
Gustave Courbet · PD
Buquê de ásteres
Ficha técnica
A história
No canto superior esquerdo, Courbet escreveu uma breve dedicatoria: ao meu amigo Baudelaire. Referia-se ao poeta Charles Baudelaire, que ele frequentava desde a decada de 1840 nos cafes de Paris. Dois anos antes, em 1857, o livro de Baudelaire As Flores do Mal fora levado a julgamento e condenado por ofensa a moral publica, e seis poemas foram proibidos. Presentear justamente esse amigo, em 1859, com uma tela de flores de verdade trazia uma piada discreta e cumplice. O buque em si e modesto. Um punhado solto de asteres palidos sobre fundo escuro, pintado depressa e com massa densa. Courbet ja havia retratado Baudelaire uma vez, lendo num canto de seu enorme Atelie do Pintor, de 1855. Aqui o poeta esta presente apenas nas palavras da dedicatoria.




