
Élisabeth Louise Vigée Le Brun · PD
Carolina Murat com sua filha Letizia
Ficha técnica
A história
Élisabeth Vigée Le Brun tinha sido a retratista preferida de Maria Antonieta e fugiu da França em outubro de 1789, nos dias em que a família real foi levada de Versalhes para Paris. Passou 12 anos rodando por cortes europeias e só voltou em 1802. Quatro anos depois, Napoleão a procurou para pintar a irmã caçula, Caroline Murat, que acabava de receber o Grão-Ducado de Berg e Cleves. A escolha da pintora dizia por si o que o imperador queria dizer: a mão que retratara a última rainha agora retratava a família nova. As sessões foram um suplício, e Vigée Le Brun registrou isso nas memórias. Caroline aparecia com penteado e vestido diferentes a cada dia, obrigando a refazer o que já estava feito, e pagou 1.800 francos, menos da metade do que a pintora costumava cobrar por uma tela daquele tamanho. A menina ao lado dela é Letizia, a filha mais velha, com quatro anos.




