
Eugène Delacroix · PD
A Morte de Sardanápalo
Ficha técnica
A história
Quando Delacroix expôs este quadro no Salão de Paris de 1827, ele tinha 29 anos e a França vivia o auge da moda byroniana. Lord Byron, o poeta inglês morto três anos antes lutando pela Grécia, tinha escrito uma peça sobre Sardanápalo, um lendário rei da Assíria. Cercado no palácio e prestes a perder tudo, o rei manda destruir diante dos próprios olhos tudo o que amava: suas mulheres, seus cavalos, suas joias, antes de se matar. Delacroix pegou esse instante e o jogou na tela num turbilhão de vermelhos e ouro, corpos torcidos, sem um ponto de calma para o olho descansar. Era o oposto de tudo que a academia ensinava, com sua ordem fria e suas cores contidas. Um crítico chamou a obra de o fanatismo da feiura. O escândalo foi tamanho que a administração de belas-artes ameaçou cortar as encomendas do pintor. No alto, recostado na cama em meio à matança, Sardanápalo assiste a tudo com um tédio quase indiferente.




