
Ecce Homo
Ficha técnica
A história
Corinth o pintou na Páscoa de 1925 e o concluiu em quatro dias. Mostra o instante da Paixão em que Pilatos apresenta à multidão o Cristo flagelado e coroado de espinhos com as palavras eis o homem. Foi a última pintura de história que realizou, e em julho ele morreu. Depois o quadro teve uma trajetória própria e dura. A Nationalgalerie de Berlim o comprou em 1929, mas em 1937 as autoridades nazistas o tiraram da parede como degenerado e o arrastaram para sua mostra itinerante de uma arte feita para repugnar o público. Foi o dinheiro estrangeiro que o salvou. Em 1939 o Kunstmuseum da Basileia o adquiriu, junto de obras de Beckmann e Kokoschka, de um regime que vendia o que havia confiscado. Uma das figuras em torno de Cristo costuma ser lida como um médico de jaleco branco, eco, segundo alguns, da doença que Corinth carregava enquanto trabalhava.





