
Pierre-Auguste Renoir · PD
Grande Canal, Veneza
Ficha técnica
A história
Desde Canaletto, pintar Veneza era pintar arquitetura. Ele e seus seguidores registravam as fachadas do Grande Canal com tanta precisão que dava para nomear os palácios um a um, e os viajantes levavam essas vistas para casa como lembrança. Renoir chegou à cidade no outono de 1881 e fez o caminho inverso. O museu de Boston reconhece aqui o trecho entre o palácio Ca' Foscari e a ponte de Rialto, mas admite que mal dá para identificá-lo. As fachadas de pedra se dissolvem, e o que sobra são os reflexos na água, rosa, amarelo e laranja. Renoir vendeu o quadro a Durand-Ruel em maio de 1882. Sete anos depois, em julho de 1889, a filial nova-iorquina do marchand o vendeu a Alexander Cochrane, um industrial químico de Boston, que ficou com ele por 30 anos, até morrer em 1919, e o deixou em testamento ao museu.




