
Élisabeth Louise Vigée Le Brun · PD
Maria Cristina de Nápoles e Sicília
Ficha técnica
A história
É uma coisa pequena, óleo sobre madeira, 37 centímetros de altura, que passou quase toda a sua história com o nome de Elisabeth Louise Vigée Le Brun, ocupada por volta de 1790 em retratar a corte de Nápoles. Em 2021 o Prado limpou as duas tábuas que guardava sob esse nome e divulgou o estudo de Javier Barón, chefe de conservação de pintura do século 19. Sob os vernizes amarelados apareceram dois quadros de boa qualidade, nenhum deles da mão dela. Joseph Baillio, o maior especialista na pintora, chegou à mesma conclusão e falou em cópias anônimas de época, reduzidas para madeira a partir de telas de tamanho natural. A versão grande deste retrato está em Nápoles, no Museo di Capodimonte. A ficha do museu continua trazendo o nome dela. A retratada é Maria Cristina, filha de Fernando IV de Nápoles, que por sua vez era filho de Carlos III da Espanha. A tábua ficou na coleção real espanhola até 1896, passou depois por um museu de arte moderna de Madri que já não existe e chegou ao Prado em 1971.




