
Retrato de Mangkunegara VII, soberano javanês
Ficha técnica
A história
O homem deste retrato também tinha estudado nos Países Baixos. Jovem príncipe javanês, passou três anos na Universidade de Leiden e em 1916 voltou a Surakarta, a cidade também chamada Solo, para se tornar Mangkunegara VII, chefe de uma das suas duas casas reais. Java era uma colônia holandesa e seus poderes eram limitados, mas ele os pôs a serviço da cultura javanesa, ajudou a fundar o Instituto de Java e escreveu um estudo sobre o simbolismo do teatro de sombras. Isaac Israëls o pintou em seu palácio durante uma viagem às Índias, em 1921 e 1922. O príncipe veste azul, cor que indicava riqueza, um criado está de pé atrás dele, e o interior do palácio é resolvido em pinceladas rápidas de rosa e azul. Retratos de soberanos costumavam ser pintados com grande minúcia, por isso esse jeito de esboço era uma aposta ousada, e não saiu com facilidade. Israëls costumava terminar uma tela numa única sessão. Com esta, só ficou satisfeito na terceira tentativa.




