
São Tomé
Ficha técnica
A história
Por volta de 1630, numa Nápoles governada por vice-reis espanhóis, as séries de apóstolos de meio corpo estavam entre as encomendas mais seguras que um pintor podia ter. Vendiam-se em conjunto, viajavam bem, e boa parte delas foi parar em Madri. O homem aqui é Tomé, e a lança que ele segura é o que o identifica. A tradição o faz morrer na Índia por uma arma assim, que desde então virou o seu sinal. Quando o Real Museo inventariou as pinturas da Coroa em 1857, o escrivão anotou sem rodeios, são Tomé apóstolo, tem a lança na mão esquerda, e lhe deu o número 252. O Prado guarda um segundo são Tomé de Ribera, de tamanho próximo e datado alguns anos depois. Esse 252 antigo, pintado embaixo à esquerda, continua sendo o jeito mais seguro de não trocar um pelo outro.




