
O sátiro e o camponês
Ficha técnica
A história
A história é uma fábula de Esopo, e nos Países Baixos ela acabava de ser recontada. Em 1617, o poeta de Amsterdã Joost van den Vondel a pôs em versos holandeses, reaproveitando as águas-fortes do primeiro Esopo ilustrado em holandês, impresso em Bruges em 1567. Um sátiro acolhe um camponês num dia frio e o vê soprar os dedos para aquecê-los. Depois, à mesa, o homem sopra o mingau para esfriá-lo, e o sátiro não quer mais saber de alguém que sopra quente e frio com o mesmo fôlego. Jordaens pintou a fábula muitas vezes. Nesta tela, que o museu data por volta de 1620 ou 1621, o sátiro é flagrado no instante da surpresa e do susto, com o rosto e as mãos em agitação, prestes a deixar a família do camponês. Em versões posteriores ele fica mais grisalho e mais pesado, e começa a sorrir diante da lição. Esta tem cerca de dois metros de largura e foi pintada numa tela mais tarde colada sobre um painel de carvalho.




