
A Pequena Crucificação
Ficha técnica
A história
Em 1922, o historiador da arte Max J. Friedländer, de Berlim, publicou uma pequena Crucificação encontrada numa coleção particular do oeste da Alemanha e a identificou como a obra de Grünewald que, séculos antes, pertencera aos duques da Baviera. A história dessa tábua já tinha sido contada em 1675 por Joachim von Sandrart, pintor alemão e biógrafo de artistas. Segundo ele, o duque Guilherme V da Baviera a estimava muito, sem saber quem a havia pintado, e em 1605 mandou o gravador flamengo Raphael Sadeler, que trabalhava em Munique, reproduzi-la numa gravura em cobre. O próprio Sandrart revelou depois o nome do mestre ao eleitor Maximiliano, filho do duque, para grande alegria deste. O que mais o impressionava era o Cristo, que pende da cruz com todo o peso descansando sobre os pés, mais natural, dizia, do que qualquer outro crucifixo. Ao lado estão a Virgem e São João, e aos pés da cruz Maria Madalena reza ajoelhada. Em 1927 a pintura foi comprada pelo banqueiro Franz Koenigs, de Haarlem, e em 1953 pela fundação do empresário americano Samuel H. Kress, que a doou à National Gallery of Art de Washington em 1961.




