
Peter Paul Rubens · PD
O Triunfo da Eucaristia sobre a Idolatria
Ficha técnica
A história
Na década de 1620, a Eucaristia era o ponto de atrito mais áspero entre católicos e reformados, e defendê-la era assunto de Estado. Isabel Clara Eugênia, que governava os Países Baixos meridionais a partir de Bruxelas, encomendou a Rubens uma série de 20 tapeçarias sobre o tema para o convento madrileno das Descalzas Reales. Esta tábua pequena é um dos modelos pintados por ele, dos quais se tiravam os cartões em tamanho real e depois os tecidos. Um anjo ergue o cálice dentro do templo de Júpiter Capitolino e o clarão desmancha um sacrifício pagão. O sacrificador vem para a frente protegendo os olhos, um servo segura o touro pelos chifres, um altar tomba, o vinho da libação escorre para fora da cena, numa bacia de mármore. Nas bordas percebe-se que tudo aquilo é um pano suspenso por quatro querubins entre colunas torsas. No século 18, várias das seis tábuas do Prado receberam acréscimos nos quatro lados para ficarem maiores, e esses acréscimos já foram retirados.




