
A história
Na noite de 12 para 13 de novembro de 1972, ladrões atravessaram os telhados de Bagnols-sur-Cèze, entraram no sótão da prefeitura e abriram um buraco no teto da sala Albert André do museu. Desceram por uma escada de corda e levaram 15 pinturas, de Renoir, Monet, Cézanne, Bonnard, Berthe Morisot e outros. Nenhuma jamais foi recuperada, e as obras continuam na lista da Interpol.
Aqueles quadros estavam ali por causa de um desastre anterior. Nos anos 1920, um incêndio causado pelos bombeiros da cidade enquanto festejavam sua padroeira destruiu boa parte da antiga coleção reunida pelo historiador local Léon Alègre. O conservador desde 1917 era o pintor Albert André, amigo próximo de Renoir. Diante do que ele chamou de um museu de paredes vazias, recorreu ao seu círculo, e pintores como Monet, Bonnard, Signac e Marquet mandaram obras, assim como os marchands parisienses Durand-Ruel.
Uma segunda onda veio do crítico George Besson, outro amigo de André, que doou sua coleção ao Estado francês e pediu que parte dela fosse depositada em Bagnols. Entre esses depósitos estão duas pinturas de Henri Matisse, A janela aberta, de 1919, e um retrato do próprio Besson de óculos, de 1917. O museu continua no segundo andar da prefeitura, nas mesmas salas em que os ladrões entraram.

