
A história
Em O quarto azul, de Suzanne Valadon, pintado em 1923, uma mulher se recosta numa cama desarrumada, de calça listrada e camisete, com um cigarro entre os lábios e livros aos pés. A tela pertence ao Centro Pompidou, em Paris, e está aqui em Limoges em depósito de longo prazo, não muito longe do vilarejo de Bessines-sur-Gartempe, onde Valadon nasceu em 1865.
O museu ocupa o antigo palácio episcopal ao lado da catedral de Limoges, construído entre 1766 e 1773 segundo projeto do arquiteto Joseph Brousseau, com jardins em terraços que descem em direção ao rio Vienne. Mudou-se para cá em 1912 e por muito tempo se chamou Musée de l'Évêché. Depois de quatro anos de obras, reabriu em dezembro de 2010 como Musée des Beaux-Arts de Limoges.
O que o diferencia é o esmalte. As oficinas de Limoges ficaram famosas pelo trabalho em metal esmaltado desde o século XII, e a coleção acompanha esse ofício dos relicários medievais a peças modernas. As salas de pintura também apostam nos laços locais. Pierre-Auguste Renoir nasceu em Limoges em 1841, filho de um alfaiate, e o museu mostra várias obras suas, desde um retrato de juventude de Marie-Zélie Laporte, pintado em 1864, até um retrato de seu filho Jean.





