
A história
Durante quase um século, o quadro mais famoso de Épinal não teve autor. Jó escarnecido pela mulher mostra Jó, arruinado, sentado no escuro enquanto a mulher, com uma vela na mão, se ergue diante dele. A obra chegou ao museu em 1829, doada pelo duque de Choiseul-Stainville, presidente do conselho geral dos Vosges, e ao longo do século XIX foi tida como obra de um seguidor italiano anônimo de Caravaggio. Em 1922, depois que o historiador alemão Hermann Voss redescobriu Georges de La Tour, o pintor lorenês de cenas noturnas à luz de velas, o curador do Louvre Louis Demonts sugeriu o nome dele. A prova só veio em 1972, quando restauradores encontraram a assinatura de La Tour no canto inferior direito.
O museu foi criado em 1822, quando o departamento decidiu expor a coleção confiscada dos príncipes de Salm, e abriu em 1828. Fica numa ilha entre dois braços do rio Mosela, num prédio remodelado em 1992 com volumes ousados e escalonados e uma longa cobertura de vidro que deixa entrar a luz do dia. Perto do La Tour está um Rembrandt tardio, uma senhora idosa segurando um rosário, pintado por volta de 1661. O acervo vai dos achados galo-romanos do antigo sítio de Grand, nos Vosges, até a arte contemporânea.
Durante 2026, Jó escarnecido pela mulher está em depósito no museu Georges de La Tour, em Vic-sur-Seille, no vizinho departamento do Mosela, então vale conferir onde o quadro está antes da visita.

