
A história
O museu de belas-artes de La Rochelle está fechado por enquanto. O prédio, o antigo palácio dos bispos da cidade, está em obras desde 2018, e a prefeitura pretende reabri-lo em 2027.
Quando voltar, o acervo terá um forte sotaque local, porque dois pintores conhecidos do século XIX nasceram em La Rochelle. William Bouguereau, mais tarde famoso por mitologias e nus de acabamento liso, está representado nas duas pontas da carreira. Ulisses reconhecido pela ama foi pintado quando ele ainda era estudante, por volta de 1849, para o concurso do Prêmio de Roma, e Ninfa do oceano é de 1904, um ano antes de sua morte. Eugène Fromentin, pintor e escritor do norte da África, aparece com Cavaleiros árabes, de 1857.
O acervo foi iniciado em 1841 por uma Sociedade dos Amigos das Artes local e passou para o prédio na década de 1840. A casa é conhecida como hôtel de Crussol d'Uzès, por causa do bispo que a mandou reconstruir entre 1769 e 1774 pelo arquiteto Gilles Nassivet. Cerca de 900 pinturas e desenhos do século XV ao XX incluem obras de Camille Corot e Théodore Chassériau, ao lado de um conjunto de pinturas chinesas de exportação de Youqua, um pintor que trabalhava em Cantão antes de 1844.

