
James McNeill Whistler · PD
Arranjo em preto e dourado: o conde Robert de Montesquiou-Fezensac
Ficha técnica
A história
As sessões começaram na primavera de 1891, no ateliê de Whistler em Londres, e pareciam não ter fim. O pintor exigia muitas horas de pose, e o conde Robert de Montesquiou, poeta, dândi e presença constante nos salões de Paris, tinha uma agenda social que atrapalhava tudo. O retrato só ficou pronto no verão de 1892, num ateliê que Whistler alugava em Paris, e ainda esperou dois anos até ser exposto no Salão do Champ-de-Mars, em 1894. Montesquiou aparece de corpo inteiro, de preto contra um fundo quase tão escuro quanto a roupa. O que salta aos olhos é o rosto de bigode, a luva branca segurando uma bengala fina e a capa de chinchila no braço, emprestada pela prima dele, a condessa Greffulhe. Proust depois usaria Montesquiou como um dos modelos do barão de Charlus.




