
Paul Gauguin · PD
À janela
Ficha técnica
A história
Em 1882, na sétima exposição dos impressionistas em Paris, Gauguin mostrou 13 quadros, e um deles vinha no catálogo como “Na janela, natureza-morta”, número 23. Os títulos eram vagos, e Georges Wildenstein, autor do primeiro catálogo completo da obra de Gauguin, em 1964, apostou num pequeno vaso de flores diante de uma janela, hoje no museu de Rennes. Ele não tinha como conhecer esta tela. Ela estava guardada desde o pós-guerra nas reservas do Hermitage, em Leningrado, e nenhum pesquisador de fora tinha acesso. Quando o quadro finalmente foi exposto, em 1995, o conservador russo Albert Kostenevitch propôs que o número 23 era ele, e que o vaso de Rennes correspondia a outro número do catálogo. O novo catálogo da obra de Gauguin, publicado no início dos anos 2000, aceitou essa leitura.




