
Cayambe
Ficha técnica
A história
Na manhã de 24 de junho de 1857, em sua segunda viagem ao Equador, Frederic Church desenhava o vulcão Cayambe e anotava ao lado a neve nos cumes mais baixos e uma bela névoa azulada. A linha do equador cruza a encosta sul da montanha, de modo que sua neve fica quase exatamente sobre a linha que divide o globo. Em 1858, já de volta a Nova York, ele pintou esta tela pequena, de uns 30 por 46 centímetros. O museu acha que ela pode ter nascido enquanto Church preparava um Cayambe maior, pintado no mesmo ano para o refinador de açúcar nova-iorquino Robert L. Stuart, com uma ruína antiga acrescentada para um cliente apaixonado por arqueologia. Aqui é a hora depois do pôr do sol. Uma lua pálida já nasceu, o último brilho ainda toca a neve, e o azul anotado ao vivo volta no lago, nas flores e na névoa de uma cachoeira escondida abaixo da lagoa. Não se sabe quem foi o primeiro dono. O quadro reapareceu no mercado de Nova York nos anos 1940, e quem o comprou foi Maxim Karolik, colecionador que valorizava esboços a óleo tanto quanto quadros acabados.




