
Caspar David Friedrich · PD
A Cruz na Montanha
Ficha técnica
A história
Friedrich pintou esta tela alta, com o topo em arco como um retábulo, no começo da década de 1820, quando a cruz em plena natureza já tinha quase sumido de seus quadros. Entre 1808 e 1812 ele fizera uma série de paisagens com cruzes, a começar por um altar que acabou num castelo da Boêmia e provocou polêmica na imprensa de Dresden. Aqui a cruz volta a se erguer sobre um penhasco entre abetos, e no ponto em que os braços se cruzam pende uma coroa de espinhos. A obra também é catalogada como O Ilsenstein, nome de um rochedo de granito nas montanhas do Harz onde, em 1814, um conde local mandou erguer uma cruz de ferro em memória dos companheiros mortos na guerra contra Napoleão. Por muito tempo a pintura foi associada ao duque Augusto de Saxe-Gota-Altemburgo, colecionador morto em 1822, e a fundação do castelo de Friedenstein, em Gota, que a guarda, vem reexaminando essa ligação.




