
Davi e Golias
Ficha técnica
A história
Quando o Estado italiano comprou este pequeno quadro em 1918, ele era tido como um painel de madeira de Lelio Orsi, pintor da Emília, e por décadas quase ninguém o estudou. Um estudo publicado em 2014 o reconheceu como obra de Daniele da Volterra, pintada a óleo sobre uma placa de ardósia. Foi o verso que o denunciou. Ali está o brasão de Gaspar de Haro, marquês del Carpio, embaixador da Espanha em Roma e depois vice-rei de Nápoles, com o número 1305. O inventário romano dele, de 1682, descreve uma ardósia pintada dos dois lados com Davi cortando a cabeça de Golias, atribuída a Michelangelo e apresentada como o primeiro modelo da versão grande da Villa Montalto, a ardósia que hoje está no Louvre. No inventário de Nápoles de 1687 a mesma obra já aparece como dois quadros, os números 1304 e 1305. A pedra tinha sido dividida, e esta é uma de suas duas faces. O museu a data por volta de 1550 ou 1551, e o mesmo estudo defende que esta ardósia menor é a que Vasari, pintor e biógrafo de artistas, descreveu, e que a versão maior do Louvre foi feita depois dela.



