
Vincent van Gogh · PD
Camponês queimando ervas daninhas
Ficha técnica
A história
Em outubro de 1883 Van Gogh estava havia cerca de três meses em Drenthe, a região de turfeiras e charnecas do nordeste dos Países Baixos. No dia 22 de outubro escreveu ao irmão Theo, desenhou esta cena dentro da carta e contou que dessa vez tinha acertado melhor o tom do camponês que queima ervas, de modo que o estudo dava mais da vastidão da planície e do anoitecer. A pequena fogueira, com o seu fio de fumaça, é o único ponto de luz do quadro. Dos 18 estudos que fez em Drenthe a maior parte se perdeu: hoje se conhecem cinco pinturas daquelas semanas. Esta é uma delas, e voltou por um caminho longo. Mudou de mãos quase 20 vezes, passou pelo poeta neerlandês Herman Gorter e pelo marchand de Amsterdã Jacques Goudstikker, cujo acervo foi tomado durante a ocupação alemã. No começo de 2019 foi restituída aos herdeiros de Goudstikker e, em novembro daquele ano, o Museu Van Gogh e o Drents Museum de Assen a compraram juntos num leilão em Nova York por 3,1 milhões de dólares, várias vezes a estimativa. Foi a primeira pintura dele comprada pelo Museu Van Gogh desde 1977, e os dois museus a exibem em turnos.




