
Jean-Léon Gérôme · PD
A Morte de César
Ficha técnica
A história
Gérôme não pinta o assassinato de Júlio César, e sim o instante logo depois. Estamos no salão do senado romano, em 15 de março de 44 antes de Cristo. Os senadores que acabaram de esfaquear o ditador saem apressados pela esquerda, erguendo os punhais e gritando pela liberdade da República. No canto, quase abandonado no chão, jaz o corpo de César, enrolado na toga, junto à cadeira tombada. O pintor, muito ligado à arqueologia do seu tempo, cuidou de cada detalhe do mobiliário e das roupas para dar ao público de 1859 a sensação de estar mesmo ali. O grande vazio no centro da tela, onde não há ninguém, é o que faz o olho voltar sempre para o morto no canto.




