
Eugène Delacroix · PD
Demóstenes à beira-mar
Ficha técnica
A história
Em 1859, Delacroix dedicava boa parte do seu tempo às pinturas murais de uma capela da igreja de Saint-Sulpice, em Paris, que só terminaria em 1861. Neste quadro, porém, ele volta a uma decoração anterior. Na década de 1840, ao pintar a biblioteca do Palais Bourbon, sede da Câmara dos Deputados da França, tinha incluído Demóstenes, o orador de Atenas, entre as figuras do teto. Aqui o retoma sozinho, a óleo sobre papel depois colado em madeira, num formato bem menor.
Segundo os autores antigos, Demóstenes tinha a voz fraca na juventude e a treinava à beira-mar, discursando contra o barulho das ondas para que mais tarde a gritaria da assembleia não o calasse. Delacroix o mostra descalço na beira da água, com o braço estendido para as ondas, sob um céu de tempestade. O quadro foi exposto no ano seguinte na galeria do marchand Francis Petit, em Paris, e teve boa acolhida.




