
Orla do bosque (planície de Barbizon, perto de Fontainebleau)
Ficha técnica
A história
Por mais de dez anos, até 1878, esta tela pertenceu a Gustave Arosa, homem de negócios, fotógrafo e colecionador parisiense que morava em Saint-Cloud, logo a oeste da cidade. Hoje Arosa é lembrado sobretudo por um rapaz de quem cuidou. Ele foi o tutor de Paul Gauguin, arranjou-lhe emprego com um corretor da bolsa em Paris, e em sua coleção havia quadros de Corot, Delacroix e Courbet que Gauguin conhecia bem.
Rousseau tinha exposto esta pintura no Salão de Paris de 1859. É a orla de um bosque na planície perto de Barbizon, a aldeia onde ele vivia, terminada no ateliê e provavelmente baseada num esboço de alguns anos antes. O museu chama a atenção para as superfícies, arbustos baixos e capim sob folhas douradas, nuvens iluminadas pelo sol do fim da tarde e, numa poça do caminho batido, o reflexo de um camponês catando lenha.
Em 25 de fevereiro de 1878, Arosa levou a coleção a leilão no Hôtel Drouot, a casa de leilões de Paris, e este quadro foi arrematado por 8900 francos pelo marchand Hector Brame. Mais tarde chegou a Boston, às mãos de Clara Bertram Kimball, cujo legado o levou ao Museum of Fine Arts em 1923.




