
Napoleão como Marte Pacificador
Ficha técnica
A história
Na primavera europeia de 1807, quando esta réplica em bronze foi encomendada, a família real portuguesa ainda vivia em Lisboa. Em novembro daquele ano, com as tropas de Napoleão entrando em Portugal, a corte do príncipe regente dom João embarcou para o Brasil, aonde chegou no início de 1808. A estátua do mesmo Napoleão levaria mais quatro anos para ficar pronta e chegar ao seu destino.
Quem a pediu foi Eugène de Beauharnais, enteado do imperador e vice-rei do Reino da Itália, cuja capital era Milão. A fundição foi feita em Roma por Francesco e Luigi Righetti, pai e filho, e só deu certo na segunda tentativa. O bronze repete o modelo em mármore de Canova, com Napoleão nu, como o deus Marte no papel de pacificador, e chegou a Milão em maio de 1812.
Com a queda do imperador, a estátua passou décadas guardada nos porões da Academia de Brera. Só em agosto de 1859 foi erguida no centro deste pátio, e o pedestal desenhado pelo arquiteto Luigi Bisi veio em 1864.





