
Paul Gauguin · PD
A orla da floresta (III)
Ficha técnica
A história
É uma das várias cenas de floresta que Gauguin pintou em 1885, de volta a Paris e mais pobre do que nunca. Foi mais ou menos nessa época que começou a escrever ao amigo, o pintor Emile Schuffenecker, que estava cansado do impressionismo, cansado de uma arte que só captava um instante fugaz da vida cotidiana. Uma paisagem, dizia ele, devia carregar o sentimento que desperta em quem a olha, e a cor e a linha eram os meios para chegar lá. É assim que o museu Kröller-Müller lê esta orla de mata: como o registro de um estado de espírito, de uma vivência interior em que a própria mata é mais um pretexto. Está pintada com verdes densos e pensados, longe do leve cintilar da luz impressionista. O número romano no título não é capricho. É a terceira de várias versões desta mesma orla de árvores.




