
Caravaggio · PD
A Prisão de Cristo
Ficha técnica
A história
Em 1602, em Roma, o nobre Ciriaco Mattei encomendou a Caravaggio um quadro sobre a prisão de Cristo no horto. O pagamento ficou registrado no livro de contas da família, 125 escudos, em janeiro de 1603. A tela permaneceu com os Mattei por dois séculos e nesse meio-tempo perdeu o nome do autor. Quando a família a vendeu, em 1802, ela era dada como obra do holandês Gerrit van Honthorst, um seguidor de Caravaggio.
Assim atravessou o século 19, numa casa na Escócia. Nos anos 1920 foi parar em Dublin, comprada por Marie Lea-Wilson, médica pediatra que enviuvara em 1920, quando o marido, oficial da polícia britânica na Irlanda, foi morto a tiros. Na década de 1930 ela entregou o quadro aos jesuítas que a tinham amparado, e ele acabou pendurado na sala de jantar da casa da ordem, na Leeson Street.
Em agosto de 1990, o restaurador Sergio Benedetti, da Galeria Nacional da Irlanda, foi chamado para examinar os quadros daquela casa e reconheceu a tela. O anúncio veio em 1993, e desde então a comunidade jesuíta a mantém em depósito de longo prazo na galeria, em Dublin.




