Teseu e o Centauro

Teseu e o Centauro


Ficha técnica

Ano
1815
Técnica
grupo escultórico em mármore
Tipo
escultura
Dimensões
360 × 375 cm

A história

Este grupo foi encomendado em 1804 para celebrar Napoleão. A República Italiana, criada por ele, pediu a obra a Antonio Canova para Milão, em memória da vitória sobre os austríacos em Marengo, em 1800. No mito, Teseu, o herói de Atenas, luta contra os centauros que tinham provocado uma briga no casamento de seu amigo Pirítoo, e Canova o mostra prendendo um deles no chão enquanto ergue a clava. Em Roma, o trabalho andou devagar. Em 1814, com o grupo quase pronto, Napoleão já tinha caído, e quem apareceu como comprador foi o imperador da Áustria, Francisco I. Assim o monumento a uma vitória sobre a Áustria foi parar em Viena. Francisco mandou construir para ele, no jardim do palácio de Hofburg que hoje é o Volksgarten, um pequeno templo dórico copiado do Teseion de Atenas, projetado pelo arquiteto Peter Nobile e erguido entre 1820 e 1823. O mármore chegou em 1822, e ali Teseu passou a ser lido como a ordem legítima vencendo a revolução. O grupo ficou no templo até 1890, quando foi trazido para cá, para a grande escadaria do recém-construído Kunsthistorisches Museum. O templo do Volksgarten continua de pé, e nos últimos anos o museu o usa para mostrar obras isoladas de arte contemporânea.

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